ABCNATAL EM NOTÍCIAS

Este blog tem como objetivo deixar o torcedor do ABC F. C. de Natal, atualizado com as notícias do MAIS QUERIDO do Rio Grande do Norte



Quinta-feira, Fevereiro 28, 2008

Rubens Lemos Filho escreve artigo sobre Judas Tadeu
27/2/2008 11:24:18


O JEITO JUDAS DE SER
Rubens Lemos Filho - Jornalista

Quantas vezes eu não me achei no direito de imaginar que faria o gol que Marinho Apolônio acabara de ter perdido? Ou de lançar com precisão mais perfeita que Danilo Menezes ou Dedé de Dora? Ou de desarmar com elegância superior à de Alciney? Eu ali, na arquibancada, tomando meu refrigerante ou já a cervejinha e achando tudo fácil e muito simples de fazer. E o pau comendo no gramado. Vai lá pra dentro, dizia o torcedor vizinho.

Sete anos atrás, era eu um crítico mordaz, ferino, escrita de facão, do presidente do ABC, Judas Tadeu. Não gostava do seu estilo de ter sempre a verdade como sua propriedade. Era o que achava. Batemos boca ao vivo numa emissora de rádio logo após um ABC x América, deixamos de nos falar por um bom tempo.

Até que eu fui lá para dentro. Já havia restabelecido relações com Judas e o projeto de ressuscitar o futsal do ABC me estalou na cabeça. Ele - Judas - teve gesto: esqueceu o passado e me confiou o Departamento Autônomo de Futsal que existe desde 2005 e devolveu ao clube, com juros e correção, a supremacia na modalidade. É tri estadual, parte para o inédito tetra e foi duas vezes vice-campeão brasileiro. Nos últimos três anos, Judas nunca meteu o bedelho no futsal, a não ser para nos ajudar quando precisamos de "algum" para completar o transporte, para pagar a transferência de um ou outro jogador. Nas decisões e clássicos está sempre lá, torcendo e vibrando.

Quando eu fui "lá pra dentro", comecei a deletar as críticas que fizera a Judas. Vai você tomar conta de um time, vai. Minha gastrite estabeleceu-se como uma imperatriz no meu corpo, os cabelos estão ficando grisalhos, ganhei uma linda arritmia cardíaca e minha pressão vez por outra oscila em 18 por 10. E olha que eu tenho um santo protetor, Canindé, um pára-choque plantado direto no grupo de atletas. Mas é um gasta-gasta que já me pendurou em empréstimos no Banco do Brasil, torcedor achando - como eu achava - que sabe tudo sem sequer pagar ingresso - nego palpitando no seu ouvido sobre o treinador. Enfim, só agüenta quem tem paixão e amor pelo clube.

Judas Tadeu bem que poderia estar em casa nos finais de semana com a família, usufruindo o bom poder aquisitivo que conquistou trabalhando desde cedo. Mas não. A seita dele é o ABC. Sou jornalista e sei o tamanho do ego da minha classe. Coleguinha pode fazer tudo, ninguém pode reclamar de nada. Judas pode até ter errado no tom, mas não no desabafo. Poxa, a Princesa Isabel aboliu a escravidão trocentos anos atrás e não é justo apanhar, apanhar sem ao menos reagir com um palavrão, um cascudo verbal. Deixo claro que censura é um crime que eu combato e o presidente assegura que não cometeu.

Longe de entender de sociologia, indiretamente Judas Tadeu é vítima do fato de ser um torcedor na presidência. Um homem que nasceu pobre e entregou um estádio lindo ao objeto de adoração. A tradição do baronato futebolístico, mesmo aqui no Estado, é de homens bem nascidos e nutridos, empresários ricos, profissionais liberais famosos, dirigindo os clubes de massa, tanto ABC quanto América. Judas Tadeu quando era pequeno nem dinheiro pro ingresso tinha, assistia ao jogo nas árvores em volta do velho estádio Juvenal Lamartine.

Judas Tadeu é assim mesmo. Se lhe falta berço, lhe sobra amor ao Mais Querido.

Fonte: abcfc.com.br

postado por: abcnatal8:10 PM



Comments: Sugestão do ingressso casado para os 2 próx. jogos - e conomia p/ FRasqueira
Por Gustavo Lucena

Espero que alguém da Dir. ou do Conselho do ABC leia essa sugestão.
Considerando que teremos 2 jogos seguidos no Frasqueirão, um valendo pela Copa do Brasil e outro valendo pelo Estadual, [b]poderia-se fazer uma promoão para os não-sócios, até para poupá-los[/b] financeiramente, haja vista que, após esses jogos ainda teremos o jogo do "Afasta Porra" contra a lixeira.

[b]Sugestão de preço do ingresso casado para os jogos contra o Alecrim e o Madureira: R$ 25,00 (vinte e cinco reais) - inteira e R$ 12,00 (doze reais) - estudante[/b]

Espero que haja bom-senso, sensibilidade e consideraão com a Frasqueira, que vem sendo tratada como escravo quando se fala em venda de ingressos e respeito aos Direitos do Torcedor.

postado por: abcnatal11:27 AM



Comments: Quarta-feira, Fevereiro 27, 2008

DA ALMA DO TORCEDOR
Por Adalberto Gurgel

Não me vem à memória, na história do ABC, um nome de um dirigente tão vencedor. Vencedor em todos os aspectos, dentro e fora de campo. Seja na administraão patrimonial, seja nas competiões, seus resultados são realmente incontestáveis.

Tem defeitos porque é humano, mas tuas virtudes são infinitamente superiores.

Aguerrido, trabalhador, persistente,

Bravo... valente,

Integro, leal, torcedor,

fiel, capaz...um vencedor.

A felicidade ora vivenciada por esta naão é fruto do seu trabalho. É fruto da sua dedicaão e honestidade. Feliz é a naão que confia no seu comandante. Que estes momentos sejam eternos; Obrigado Presidente por tudo que fez e continua fazendo por esse POVO.

Que Deus o ilumine
Saudaões Alvinegras

postado por: abcnatal9:18 AM



Comments: Segunda-feira, Fevereiro 25, 2008

Seja sempre você, que será você e mais um.

Blog do Emilson Tavares

Se você é um vencedor e nasceu para luzir, de certo fomentará o ódio de alguns inimigos, mas em contrapartida, a compreensão e a admiração dos verdadeiros amigos. Vença e brilhe assim mesmo…
Se você é austero e franco, poderá provocar o sentimento de ira no próximo. Seja austero e franco assim mesmo…
Mesmo que leve tempo para construir seu mundo, existirá sempre aquele que tentará de alguma forma destruí-lo em instantes. Construa-o assim mesmo…
Se você tem paz e é feliz, poderão sentir inveja. Seja feliz assim mesmo…
Dê ao ABC Futebol Clube o melhor de você, mas isso poderá não ser o bastante. Dê o melhor de você assim mesmo…
Seja sempre você que, no final de tudo, Será você e mais um. E não apenas você…

postado por: abcnatal8:23 AM



Comments: Terça-feira, Fevereiro 19, 2008

Faltou respeito até ao presidente do Senado

Esta foto publicada pela Tribuna do Norte na edição de hoje (19/02), mostra muito bem como os dirigentes do Santa Cruz receberam os torcedores do ABC que foram até aquela cidade assistir ao primeiro jogo da final da Copa RN, entre Santa Cruz e ABC.
Se até o presidente do senado, senador Garibaldi Alves Filho, não foi bem recebido pelos dirigentes do Inharé, e foi obrigado a assistir ao jogo numa marquise ao lado dos demais torcedores, imagine o que passaram os torcedores que compôem a grande massa alvinegra, a chamada FRASQUEIRA.

Com certeza, tanto os dirigentes e também os torcedores de Santa Cruz, serão bem recebidos no Frasqueirão. Já ouvimos dizer que foram reservados dois camarotes para os dirigentes do Inharé. É mole ou quer mais?

postado por: abcnatal9:46 AM



Comments: Segunda-feira, Fevereiro 18, 2008

CBF altera local do jogo do ABC x Madureira

Madureira/RJ x ABC/RN foi transferido do Estádio Moça Bonita, no Rio de Janeiro, para o Estádio Giulitte Coutinho, em Mesquita. Neste caso, tanto o Estádio Aniceto Moscoso (Conselheiro Galvão) como o Estádio Moça Bonita (primeira opção) não atenderam às exigências legais dos laudos técnicos e não foram liberados.

Fonte: site oficial da CBF

postado por: abcnatal1:49 PM



Comments: Domingo, Fevereiro 17, 2008

Danilo Menezes: Parabéns ao gringo mais querido de Natal

Era um dia como hoje - 17 de fevereiro. O mundo estava virado do avesso, a Segunda Guerra Mundial ‘‘comia no centro’’ desde meados de 1939 e todos torciam para que aquele ano de 1945 fosse o último daquele inferno (e foi mesmo). Enquanto isso, numa localidade chamamada Rivera, no Uruguai, nesse mesmo dia nascia um rapaz que ajudaria a colocar algumas ‘‘nações’’, em termos de futebol, a conhecer paz e glória. Quem pensou em Danilo Menezes, acertou: o homem, que testemunhou e protagonizou tanta coisa dentro e fora de campo que renderam uma biografia, está comemorando mais um aniversário. O presente? Mais histórias - e idéias - à Memória do Esporte.
Mais? É, o ‘‘Gringo’’, como é chamado por amigos e conhecidos, contou um pouqinho de sua vida em setembro de 2006; e agora vai contar mais. Para começo, segue jurando de pés juntos que nasceu em 1945 - apesar de algums amigos e conhecidos não acreditarem nem a pau, afinal os traços fisonômicos permanecem os mesmos de quando chegou a Natal, em 1972...

Samburá, Morro Branco e buracos
... um ano que Danilo não esquece. O técnico do ABC era Célio de Souza, que fez uma ‘‘manobra suicida’’: trouxe uma leva considerável de atletas que estavam em outras regiões do país, em especial o Sudeste, para o clube. Aquilo iria dar certo? Os atletas ‘‘da casa’’ viram aquilo com desconfiança.
‘‘Vieram eu, Tião, Sabará, Nilson, Rildo, Everaldo ‘da Santa’, Maranhão, Libânio... ao todo foram nove. Todos com contrato’’ - quase todos: só ele acertou que iria para treinar, e quando fosse para jogar assinaria contrato. É que Danilo estava naquele momento saindo da ‘‘geladeira’’ do Vasco-RJ, clube que defendia desde 1965 e da qual estava ‘‘brigado’’ em 1972 por divergência com o então técnico Evaristo de Macedo. Célio queria Danilo de qualquer jeito, e foi preciso convencer muto bem convencido o dirigente Severo Câmara, que considerava o ‘‘Gringo’’ velho para jogar aqui, e temia uma ‘‘cacetada’’ da imprensa...

Hora de recapitular a história de Danilo: sétimo de um total de oito filhos de ‘‘Seu’’ Ademar e ‘‘Dona’’ Dorotéia, começou a bater bola no Ocidental de Rivera em 1960, e quando viu estava no Nacional de Montevidéu - onde conheceu, enre outros, o técnico Zezé Moreira - e no início de 1965 foi parar na seleção uruguaia. Quase foi para a Copa do Mundo de 1966 - quase, pois o Vasco o contratou em outubro de 1965. Pela equipe carioca, jogou contra Garrincha (no auge, no Botafogo) e testemunhou o milésimo gol de Pelé (então no Santos). A partir daqui o ABC entra em sua vida para não sair mais.
Onde estávamos mesmo? Sim, o Gringo estava dando com os costados em Natal. ‘‘Ao chegarmos aqui, ficamos hospedados no Hotel Samburá (de Firmino Moura, falecido há poucos dias), e no dia seguinte fomos a Morro Branco’’ - onde ficava a sede do ABC na época. ‘‘Lá já haviam outros jogadores hospedados. A sede era um edifício velho, antigo... as paredes tinham buracos, dava para ver o morro mesmo!!’’. Esse prédio virou metralha em meados da década de 1980 - exatamente no trecho que ficava a sede, está hoje o Edifício Michele.

Todo mundo é igual, eis a fórmula
Quem já estava no ABC - e estavam lá atletas do porte de Gonzaga, Zé Maria, Alberi, Erivan e Preta, entre outros - ficou cismado. ‘‘Alguns dos jogadores diziam ‘Chegaram mais uns pernas-de-pau por aí...’ Logo na primeira semana de treinos, descobrimos que estávamos recebendo um salário maior que os que já estavam integrados à equipe’’. Assim ficava difícil...
‘‘Aí Célio chegou aos dirigentes pedindo para equiparar o salário de todos os atletas para as competições.

Dos treinos para a história
No seu caso específico, recuperava o físico no antigo Ceiatê (hoje Grupamento de Fuzileiros Navais, nas Quintas), e treinava em grupo na sede de Morro Branco. ‘‘Os atletas começaram a ver que a gente não vinha para ser mais ‘come-e-dorme’, vnha para conquistar mesmo’’. Depois de dois jogos com apresentação discreta - e a imprensa sentando-lhe o sarrafo - afirmou que só voltaria a jogar qando estivesse 100%, o que aconteceu no dia que o ABC recebeu o Flamengo no então Castelão (hoje Machadão). ‘‘Flamengo, com Zagallo como técnico, Renato, Paulo César Caju... e vindo de uma goleada em Recife, o time estava com gás!’’. Pois bem, o ABC gastou o gás do Fla: 0 a 0. Parecia impossível, mas era bem real. Aí vieram o Palmeiras, o Santos (com Pelé e tudoo que tinha direito), o São Paulo, o Internacional (com Falcão), o seu ex-clube Vasco... ‘‘Contra o Vasco foi 1 a 1, Petinha fez um golaço! Casa cheia! Aliás, todos os jogos eram lotados! Eram uns 50 mil torcedores aqui (no hoje Machadão) por partida...’’

E fora de Natal? ‘‘Jogamos, por exemplo, contra o Ceará no PV. Deu briga! 0 a 0, Rildo fez falta fora da área, mas o árbitro marcou pênalti e Rildo foi expulso’’. Mais tarde o ABC seria suspenso pela CBF de participar do Nacional de 1973 - os jornais da época estamparam que o expulso estaria em condição irregular... por outro lado, não fosse o ‘‘caso Rildo’’, talvez o ABC não tivesse realizado a excursão internacional de 1973, com muitos jogos em três continentes. Mas esta é outra história...
Mas, voltando a 72... ‘‘Olha, foi um campeonato tão bom, o time funcionou tão bem, que o ABC conseguiu colocar um atleta como um dos melhores do campeonato’’ - precisamente Alberi, que recebeu o troféu Bola de Prata da revista Placar e começou a sua história como ‘‘Rei do Machadão’’. ‘‘Quando acabou aquele campeonato, juntaram-se dirigentes e torcidas organizadas e fizeram uma festa para agradecer a nós, atletas, pela participação’’. No ano seguinte, o clube estava correndo atrás de todos aqueles jogadores, a fim de repetir a dose... e assim uma formação inteira entrou para a história.

Quadro de dar desgosto
A diferença daquele futebol para o de hoje é grande. O homem - que a certo momento da vida se viu na condição de técnico do próprio ABC - se assusta. Olha para o chão, balança a cabeça, olha pro Frasqueirão.

‘‘Parece meio pedantismo, mas a diferença maior é que a qualidade dos atletas daquele tempo eram bem melhores. Começa pelos treinos, a gente ia das 8 às 11h todo dia, menos às quartas e sextas que eram os dias de coletivo. E era todo mundo mesmo, todos os jogadores e comissão técnica. O treinador entrava e só saía junto com a gente. E faziam-se os fundamentos! Chutar a bola, fazer lateral. Hoje, fundamentos, ninguém mais treina...’’, lamentou.

E continua. ‘‘Ainda tinham os dirigentes e a torcida. Todos eram torcedores do clube. Os dirigentes faziam times para eles, para suas famílias e para todos os torcedores’’ - e com isto vinham as exigências, o atleta tinha que saber de verdade o que era uma bola. ‘‘Hoje, a maioria dos dirigentes são políticos, e não podem fazer pressão por conta da sua imagem...’’ - e lembra de um caso pouco lembrado - ‘‘O São Paulo-SP é um bom exemplo, quase ninguém fala: todos lá são remunerados, o clube pode despedir qualquer um, exigir de qualquer um, e faz valer isso’’.

Há ainda a ordem (?) em termos de entidades. Busca uma explicação, nem que seja do além, para os fatos do Campeonato Estadual 2008, que até alcançaram o TJD e pararam a competição por uns dias. ‘‘Os clubes sabiam que lá na frente iria dar confusão’’, analisou, lembrando que, afinal, o regulamento do Estadual 2008 foi assinado pelos clubes envolvidos, sendo então aprovado por todos... e lembra um aspecto que sempre parece problemático: o patrocínio. ‘‘Não é difícil conseguir patrocínio. Mas como arrumar patrocinadores quando se sabe que o campeonato vai acabar em confusão?’’ Propõe mais ordem nas coisas. ‘‘Todos os clubes, aqui, têm que se adequar às regras da FNF. Têm obrigações a cumprir. Aí os clubes começam a melhorar’’

E insiste nas categorias de bases - bases mesmo. ‘‘O clube, cada clube, tem que se organizar e colocar as categorias de base para funcionar. Na prática, não funciona nada... nossa sorte é que todo ano se encontram dois ou três craques, que vão logo para fora do estado porque aqui não há estrutura! Por que não surgem aqui atletas de base? Antes se ia ao clube por paixão, se viam os treinos... e aí o atleta começava nas categorias de base. Hoje, os clubes têm que dar alimentação, estudo e condições às bases... e não gastam um tostão nisso, preferem gastar com jogadores que não dão retorno, ficam um mês, vão embora e ainda saem como heróis!... fora que usam o nome dos atletas, mas as pessoas que o clube tem que colocar para trabalhar (nas bases) não botam para isso...’’

Haverá uma saída?
Diante desse quadro de fazer o Gringo envelhecer quase um século de desgosto, haveria alguma alternativa, uma saída talvez? O homem respira fundo. Tenta ser otimista. Está difícil. ‘‘Não há um horizonte... é o que temos que aturar. Nada vai fazer com que mudem as cabeças, as idéias de quem está aí. Tudo evoluiu, a televisão, os computadores, mas não a cabeça de nossos dirigentes’’.
Exemplo? Sucessão na FNF. ‘‘Há mil conchavos, mas os clubes que podem mudar não fazem questão, estão satisfeitos com o que está aí... não pensam no futebol, pensam no lado deles. Quando dizem ‘Isto é para o bem do futebol do Rio Grande do Norte’, na prática é para o próprio bem. Eu acho isso tão ridículo quanto um jogador beijar a camisa do time... Se estivessem interessados (no bem do futebol potiguar) estariam mudando as bases... pode ver: gira-gira-gira, e ainda estão os mesmos aí. É um círculo vicioso!’’

Deve haver em algum lugar do Universo alguém que possa mudar tal situação. ‘‘Acho que tem. Há pessoas que podem melhorar nosso sporte em geral. Mas acho que eles estão tão descrentes que fica difícil mudar. Às vezes é preciso ser rígido, e aí teriam que se inimizar cm alguns companheiros...’’. Quem? ‘‘No América, por exemplo, tem José Rocha e Jussier (Santos), acho que eles poderiam ajudar e muito; e no ABC, tem Judas Tadeu (Gurgel), é um homem bem intencionado mas é um pouquinho orgulhoso, e um só não faz tudo no clube. Hoje se glorifica o ABC, mas, e quando as coisas começarem a dar errado? Será que ele vai aguentar tudo isso?’’

O torcedor, esse poderoso
E para resolver a questão dos estádios vazios? ‘‘A razão para os estádios vazios vêm de fatos acontecidos há um tempo atrás’’. A saída seria o torcedor.
‘‘Lembro que quando o América fez do Machadão seu campo-de-batalha, o fez com ajuda do torcedor. O ABC é a força que tem hoje por conta de seu torcedor, é aquela torcida que ajuda a levar o time à vitória, que faz o time funcionar. O time tem é que agradecer à torcida do ABC, que não é o décimo segundo jogador, mas sim o primeiro. Acho que 80%, hoje, é a torcida, e 20% é Ferdinando (Teixeira, atual técnico) que conseguiu agrupar os jogadores’’.


bate bola

O Poti - É de se imaginar que, para o time do ABC fazer todos os feitos que se contam, deveria haver muita afinidade. Com quem você tinha mais afinidade?
Danilo Menezes - Eu era ‘‘cumpadre’’ com Maranhão. Aí, quando ele estava saindo, veio Noé Macunaíma, sempre alegre, com aquele sorriso no rosto...

Para você, haveria um título memorável?
O do Estadual de 1978, com (o técnico) Valdemar Carabina. Nesse ano subiram para o time principal Arié, Noronha, Tinho... todos juvenis, mais os ‘‘idosos’’ e a identificação de todos com o clube... foi o título mais feliz. Eu estava com 32 anos!

Nomes, nomes, nomes. Quem você apontaria como um grande dirigente? E como técnico?
No ABC, o maior dirigente foi Aluísio Bezerra. Ele fazia pacto com os atletas! Havia um planejamento, ele botava os números para os jogadores e quantos jogos tinham que vencer para poder receber... O técnico, Zezé Moreira. Ele me lançou em duas oportunidades, foi ele quem me deu vida nova.

Consta que você certa vez jogou contra Garrincha...
Foi logo que cheguei no Rio de Janeiro, para o Vasco em 1965. Vasco x Botafogo, Garrincha no auge! Maranhão no meio-campo, e eu tinha que dar o primeiro combate contra Garrincha na ponta esquerda... eu dizia que seria minha consagração. Se ele passasse, ainda tinha pela frente Odair, Fontana e Brito. A primeira bola para Garrincha, dei um passe na frente mas ele passou, depois Fontana já era! Roberto tirou. Pensei ‘‘Eu o pego na próxima’’. Depois, Garrincha pulou na frente, fui pelo outro lado e... eu e ele, eu achava, caímos ‘embuluados’... depois eu vi que havia trombado em Oldair, e Garrincha ia longe! Aí eu dise a Oldair ‘‘Muchacho, marca teu jogador aí, que eu vou marcar o outro lado’’, e fui para a ponta direita...

Se tivesse que fazer tudo de novo...
Repetiria. Ah, repetiria sim! Mas com uma visão melhor. Hoje é tudo muito mais rápido.

Rogério Torquato
Da Equipe de O POTI

postado por: abcnatal8:38 AM



Comments: Sábado, Fevereiro 16, 2008

Estaduais ou Metropolitanos?

Por Ricardo Couto
O americano Everaldo Lopes, na sua coluna na Tribuna do Norte, no dia 07/02 disse o seguinte:

"O Campeonato Estadual de 2008, cujo primeiro turno pode ser decidido esta noite, é o 34o. desde a implantaão da disputa reunindo clubes também do interior, e o 89o. desde a criaão da Liga Norte-rio-grandense de Desportos Terrestres, quando promoveu o primeiro campeonato metropolitano de futebol."

Mandei uma mensagem pra ele dizendo que ele estava equivocado, pois o campeonato estadual de 1974 não foi o primeiro que teve a participaão de algum clube do interior, pois antes da entrada do Potiguar de Mossoró no campeonato estadual em 1974, outras equipes do interior já tinham disputado o estadual, como o Ceará Mirim FC (em 1920), Baixa Verde FC de Cear Mirim (em 1932, 1933 e 1934), Ceará Mirim EC (em 1935), Potiguar de Parnamirim (em 1946, 1947, 1948, 1949, 1950, 1951, 1952, 1953, 1962, 1963 e 1964), União EC de Parnamirim (em 1949 e 1950) e Asas SC de Parnamirim (em 1956).
Na coluna dele no sábado, 09/02, ele deu a seguinte resposta absurda:

"O leitor (abecedista) Ricardo Couto mais uma vez discorda de uma informaão que dei na coluna. Num e-mail, diz não concordar quando escrevo que o Estadual/RN começou em 1974. Lembra que, muitos anos atrás, Potiguar/P, Asas e União, os três de Parnamirim, Baixa Verde, Ceará Mirim, participaram de alguns campeonatos promovidos pela Liga de Desportos. Depois de 74, vieram Potiguar, Baraúnas, Corinthians, Potyguar/CN, Desportiva, etc.

Quando afirmo isso, Ricardo, é porque somente a partir de 74 é que a FNF passou a considerar assim. O que você coloca no seu e-mail está no livro “Da Bola de Pito ao Apito Final” que lancei em 2006. Nenhum daqueles participantes tinha estrutura de clube, mas apenas times que entravam numa aventura, sofriam derrotas seguidas, e depois deixavam a Liga, sem explicaões."
Hoje mandei pra ele a seguinte resposta:
 
Prezado Everaldo Lopes,
 
Você disse em sua coluna de sábado, 09/02, que somente a partir de 1974 que a FNF passou a considerar os campeonatos como estaduais e que os clubes do interior que disputaram campeonatos anteriores a este não tinham estrutura de clube.
 
Entretanto, caro Everaldo, o fato destes clubes do interior que disputaram campeonatos antes de 1974 não terem estrutura de clube não tira o caráter estadual destas competiões, pois não se pode chamar um campeonato de metropolitano ou municipal se participam dele clubes de mais de uma cidade, pois desta forma ele é estadual, independente do fato destes clubes do interior que disputaram terem ou não estrutura de clube.
 
Ademais, independente da participaão de algum clube do interior na competião, o que determina se o âmbito dela é estadual ou municipal é a entidade que a organiza. Se a competião é organizada por uma entidade estadual, ela é uma competião estadual.
 
Vejamos então os nomes de todas as entidades que organizaram os campeonatos no RN: Liga Norte-Rio-Grandense de Desportos Terrestres, Associaão Norte-Rio-Grandense de Esportes Atléticos (ANREA), Federaão Norte-Rio-Grandense de Desportos (FND) e Federaão Norte-Rio-Grandense de Futebol (FNF).
 
Pelos nomes das entidades percebe-se facilmente que todas eram estaduais e não municipais, pois verifica-se a expressão "Norte-Rio-Grandense" no nome de todas, ao passo que nenhuma delas apresenta a expressão "Natalense", o que indicaria serem municipais.
 
Portanto, uma simples análise dos nomes das entidades que organizaram os campeonatos no RN já prova que todas estas competiões foram estaduais.
 
O fato de uma competião não ter participantes do interior não tira dela o caráter de estadual se ela foi organizada por uma entidade estadual. As equipes do interior podem não ter disputado a competião pelo simples fato de não existirem, não terem interesse de disputá-la ou não terem condiões financeiras de disputá-la, embora a entidade que a organize seja estadual e a competião seja aberta a qualquer clube do estado.
 
Em praticamente todos os estados do Brasil, os primeiros campeonatos foram disputados apenas por clubes da capital, mas ninguém chama estes campeonatos de metropolitanos ou municipais.
 
O primeiro campeonato estadual de São Paulo foi disputado em 1902 pelas equipes do São Paulo AC, Paulistano, Mackenzie, Germânia e Internacional, todas da capital, mas ninguém chama este campeonato de municipal ou metropolitano, nem diz que este título ganho pelo São Paulo AC foi metropolitano e não estadual.
 
O primeiro campeonato estadual do Rio de Janeiro foi disputado em 1906 pelas equipes do Fluminense, Paysandu, Rio Cricket, Botafogo, Bangu e Football & Athletic, todas da capital, e ninguém chama também este campeonato de municipal ou metropolitano, nem diz que este título ganho pelo Fluminense foi metropolitano ao invés de estadual.
 
O Rio Grande do Norte talvez seja o único estado do Brasil em que algumas pessoas ainda insistem em chamar de metropolitanos ou municipais os campeonatos realizados nos primórdios do nosso futebol. A maioria destas pessoas fazem estas afirmaões com o único intuito de tentar desvalorizar as competiões vencidas pelo ABC, mas, como expliquei acima, é claro o caráter estadual destas competiões, confirmado até pelo Guinness Book (edião de 1994, página 271), que citou o decacampeonato ESTADUAL do ABC, de 1932 a 1941, bem como pela Revista Placar, que computa os 49 títulos ESTADUAIS do ABC no seu Ranking dos Clubes Brasileiros (http://placar.abril.com.br/ranking/).

postado por: abcnatal6:32 AM



Comments: Segunda-feira, Fevereiro 11, 2008

Morre empresário e ex-presidente do ABC


O ABC está de luto. Morreu nesta madrugada (11) o empresário e ex-presidente do clube na década de 60 Firmino Moura, de 79 anos.

Ele foi intenado às pressas no último sábado no Hospital do Coração com um quadro de Broncopneumonia, uma inflamação dos brônquios disseminados pelos glóbulos dos dois pulmões.

O velório do ex-presidente alvinegro será nesta segunda pela manhã no Cemitério Parque Morada da Paz, em Emáus, onde também ocorrerá o sepultamento. Firmino era casado com Tereza Farache e deixa três filhos e seis netos. Como empresário, Firmino foi um dos pioneiros da hotelaria em Natal, ao fundar o hotel Samburá. As informações são da InterTv Cabugi.

Fonte: Dnonline

postado por: abcnatal10:56 AM



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